quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O livro: Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus


  No final da década de 1990 a TV Cultura reprisou algumas reportagens importantes, em uma dessas reprises foi contada a história do livro Quarto de Despejo. Fiquei impressionado com o que foi contado sobre o livro e decidi lê-lo.
  É um livro difícil de ser encontrado, acredito que esteja esgotado, mas recentemente o encontrei na biblioteca municipal aqui em Jaú – SP. Pela capa percebi a sua importância, a edição que emprestei é de 1976 e nessa época o livro já tinha sido traduzido para 13 idiomas. Se não foi a primeira Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras mulheres negras a publicar um livro no Brasil, sendo que seu livro foi publicado em 1960.
  O livro é um diaŕio real de uma mulher que cria sozinha seus três filhos trabalhando como catadora de papel e outros itens recicláveis, o que ela consegue catar é vendido para comprar comida e outros itens para a sua família. No livro é bem descrito o cotidiano da favela onde morava, seus moradores, as suas dificuldades, a luta pela sobrevivência..
  É uma leitura reflexiva e cativante que abre caminhos para se pensar em diversos assuntos: a fome, a discriminação, o lixo, política, vícios, relacionamentos, infância, coragem, criação dos filhos, exemplos dos pais, diversão, esperança, religiosidade, educação, trabalho...
  Quarto de Despejo marcou a literatura do Brasil. O fato de ele ser apresentado na TV Cultura como fato marcante do século XX já é um convite para a sua leitura.


sábado, 27 de agosto de 2016

Livro: “Os Meninos da Rua Paulo”



  “Os Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Molnár é um famoso livro infantojuvenil que narra a história de meninos que gostam de jogar pela, um jogo parecido com o tênis, na cidade de Budapeste – Hungria.
   Com o livro podemos ver como as crianças imitam o mundo dos adultos. Outra característica marcante do livro, é como qualidades notáveis são apresentadas com altas doses de inocência pelas crianças, como o perdão e a lealdade.
   É um livro empolgante, daqueles que não queremos parar de ler, ainda bem que consegui uma edição de bolso que possibilitou levá-lo para qualquer lugar e lê-lo em poucos dias.






quarta-feira, 6 de julho de 2016

Animais de estimação

  É fácil gostar de um bichinho, de nossos animais de estimação. Os animais que estão perto de nós, com certeza são motivos de alegrias, quando estamos tristes é comum um cachorro nos cutucar com o focinho até que esquecemos de nossa tristeza.
  Muitas vezes admiramos pássaros, seja pela sua beleza, pelo seu canto ou barulho. Desenhar animais é com certeza um passatempo de muita gente como do meu amigo Gedelte Baicaicoa Junior, que fez os desenhos a seguir.








segunda-feira, 4 de julho de 2016

Arte e amizade

   A arte está por toda a parte. As vezes a recebemos como presente, seja ela por meio de um amigo que gosta de cantar e nos convida a ouvi-lo e cantar junto, por meio de uma criança que nos dá um desenho de giz de cera; ou quando um amigo nos desenha um personagem que apreciamos. Até as pessoas que nos convidam para uma refeição e capricham tanto que um simples prato se torna uma obra de arte colorida - uma arte bem nutritiva!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O carinho que vem de um livro



    Lembro de alguns livros com carinho, alguns foram importantes e outros continuam importantes, um deles é um dicionário:
    Meu pai chegava em casa com um dicionário de 3 volumes, embora fosse usado, os volumes estavam em bom estado, o maior diferencial é que era um dicionário ilustrado, a maioria das ilustrações eram em tom de cinza, mas em intervalos regulares de páginas, haviam ilustrações e fotos coloridas.
    Passei muito tempo durante a infância olhando todas as ilustrações. Uma apresentava como um desenho animado era produzido, outra seção, as vestimentas femininas no decorrer dos séculos, outra as vestimentas masculinas, algumas iluminuras, fotos de animais, entre outras coisas... Nesse dicionário sempre encontrei qualquer palavra que precisei.
    Algumas coisas podem ter uma finalidade, mas com certeza pode ter outras aplicações: - um dicionário me ensinou, na infância, que ler é divertido. Até hoje, quando vejo um dicionário grande em alguma estante sou tentado a foleá-lo, gosto de olhar algumas palavras e até sentir o cheiro de papel.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Música e memória



    Certa vez ouvi: “não há povo sem música.” Esse frase me fez pensar: É a música assim tão importante?
    Toda música é uma poesia, eu sempre fui apaixonado por poesia, rimas, palavras... Isso por si só responderia, a música é importante, é importante para mim.
    Uma palavra amiga é tudo de bom, pode produzir sorrisos em um rosto triste. Mas isso não é tudo, música não é apenas palavras, o arranjo de uma música é praticamente um idioma, a diversidade de sons produzidos por um ou mais instrumentos, torna ainda mais agradável o som das palavras.
    Certa vez, tomando café, ouvi uma pessoa próxima dizer:
    -Odeio café, tem gosto de remédio!
    Ao ouvir isso descobri que podemos associar algo ao prazer ou a dor, com a música isso também acontece, podemos associar uma melodia a uma lembrança, seja acontecimento ou sentimento.
    Quando escuto a música One day in your life, imagino um casal dançando apaixonadamente. Quando escuto A banda fico impressionado com a riqueza das rimas, quando ouço E o vento levou, - Tema de Tara, a minha emoção acompanha a musica conforme o tom sobe ou desce.
    Há músicas que fazem lembrar pessoas: Essa música, quando toca no rádio, minha mãe canta junto! Essa melodia é tão apaixonante que faz lembrar de alguém especial. Algumas vezes até nos “apropriamos” de uma música por dizer :
    -Essa é a minha música!
    A música nos ajuda a pensar nas coisas boas que temos, reforça as boas lembranças, estimula nossa imaginação - nos faz sentir bem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme

Assisti:     Peanuts, Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme.  Quando o filme acabou a plateia aplaudiu, isso me surpreendeu, foi o primeiro filme aplaudido em uma sala de cinema em que eu estava.



Desenho de Gedelti Baicaicoa Junior